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Resolução
 
Publicada no D.O.E. de 01.03.2016, pág. 07
Retificado no D.O.E de 15.03.2016, pág. 04
Este texto não substitui o publicado no D.O.E
Índice Remissivo: Letra I - IPVA
 
RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 978 DE 26 DE FEVEREIRO DE 2016
 
     

Dispõe sobre procedimentos de cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, e dá outras providências.

 

O SECRETÁRIO DE ESTADO DE FAZENDA, no uso de suas atribuições legais, e considerando o disposto nos processos nºs E-04/070/419/2015 e E-04/067/435/2015, e

R E S O L V E:

Art. 1º O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, instituído pela Lei nº 2.877/97, relativo a veículo automotor terrestre, será recolhido observando o disposto nesta Resolução.

SEÇÃO I

DA APLICAÇÃO DE HIPÓTESES DE

NÃO INCIDÊNCIA E DE ISENÇÃO

Art. 2º A isenção prevista pelo inciso V, do art. 5º, da Lei nº 2.877/97 dependerá, para sua efetivação, de requerimento efetuado pelo interessado, comprovando o recolhimento da Taxa de Serviço Estadual (TSE) para análise do benefício do veículo, dirigido ao Auditor Fiscal da Receita Estadual lotado na Auditoria Fiscal Especializada de IPVA - AFE 09, a quem compete decidir.

(Caput do art. 2º alterado pela Resolução SEFAZ nº 85/2019 , vigente a partir de 19.11.2019)

redação(ões) anterior(es) e/ou original  ]

§ 1º A isenção de que trata este artigo somente será concedida quando:

I - O veículo estiver regularmente registrado no Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro - DETRAN-RJ, constando o beneficiário como proprietário ou arrendatário;

II - O beneficiário não possua débitos de IPVA junto à Fazenda Estadual ou inscritos em Dívida Ativa, para o mesmo ou outros veículos de sua propriedade ou de que tenha posse em razão de contrato de arrendamento mercantil ou de alienação fiduciária.

§ 2º Será atribuída nova data de vencimento, com prazo de 30 (trinta) dias do deferimento da isenção, nos casos em que o beneficiário possua outro veículo com a mesma isenção de que trata o caput desse artigo, desde que, quando do pedido para o novo veículo, seja informada essa condição e o veículo beneficiado a ter a isenção baixada.

Art. 3º Na hipótese de adaptação ou transformação do veículo da qual resulte redução da alíquota ou isenção do imposto, o benefício vigorará a partir do exercício seguinte àquele em que for efetuado o registro da respectiva alteração ou transformação no Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro - DETRAN/RJ.

Art. 4º O reconhecimento da isenção prevista no inciso IX do artigo 5º da Lei nº 2.877/97 limitar-se-á a um único táxi de propriedade de profissional autônomo, ou em sua posse em razão de contrato de arrendamento mercantil (leasing), e que seja efetivamente utilizado como táxi pelo mesmo profissional.

Parágrafo único - A isenção a que se refere o caput deste artigo vigorará:

I - em se tratando de veículo novo, no mesmo exercício de sua aquisição, desde que o requerimento seja efetuado no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data da emissão do documento fiscal de aquisição;

II - nas demais hipóteses, a partir do exercício seguinte àquele em que houver sido feito o requerimento.

Art. 5º As isenções previstas nos incisos V e IX do art. 5º da Lei nº 2.877/97 também alcançam os veículos que se encontrem na posse direta dos beneficiários em decorrência de contrato de financiamento com cláusula de alienação fiduciária em garantia.

§ 1º Caso o veículo objeto da alienação fiduciária a que se refere o caput deste artigo venha a ser retomado pelo credor fiduciário, este responderá pela quitação de créditos de IPVA cujo fato gerador tenha ocorrido no exercício em que se verifique a retomada.

§ 2º As isenções a que se refere o caput deste artigo somente se aplicam a um único veículo por beneficiário.

Art. 6º As isenções previstas nos incisos I, III, X, XI, XII e XV do art. 5º, da Lei nº 2.877/97 serão efetivadas por despacho do Auditor Fiscal da Receita Estadual lotado na AFE 09, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições necessárias, comprovando o recolhimento da TSE para análise do benefício de cada veículo, e vigorarão:

(Caput do art. 6º alterado pela Resolução SEFAZ nº 85/2019 , vigente a partir de 19.11.2019)

redação(ões) anterior(es) e/ou original  ]

I - em se tratando de veículo novo, no mesmo exercício de sua aquisição, desde que o requerimento seja efetuado no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data da emissão do documento fiscal de aquisição;

II - nas demais hipóteses, no momento do reconhecimento da isenção, não cabendo restituição das quantias já pagas.

§ 1º Para fins de reconhecimento da isenção prevista no inciso III do art. 5º da Lei nº 2.877/97, no que tange às máquinas agrícolas e tratores, serão aceitos os veículos classificados no NCM/SH:

I - previstos no Anexo II do Convênio ICMS nº 52/91;

II - com nº 8701.1000 (trator motocultor);

III - com nº 8701.9010 (trator especialmente concebido para arrastar troncos - “log skidders”) ;

IV - com nº 8701.9090 (trator agrícola de rodas, sem esteiras).

§ 2º A isenção prevista no inciso XV, do art. 5º da Lei nº 2.877/97 deverá observar as condições de concessão previstas na Resolução SEFAZ nº 947, de 3 de dezembro de 2015, e, nessa Resolução, no que couber.

§ 3º O reconhecimento da isenção prevista no inciso II do caput deste artigo deverá ser apreciado no prazo de 90 (noventa) dias.

Art. 6º-A. As não incidências previstas no art. 4º, da Lei nº 2.877/97 serão efetivadas por despacho do Auditor Fiscal da Receita Estadual lotado na AFE 09, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições necessárias.

Parágrafo Único - Fica facultado à AFE 09 cadastrar os CNPJs cuja não incidência já tenha sido reconhecida, para que os veículos de tais entidades possam usufruir da não incidência de forma automática, sem necessidade de novo requerimento junto a esta Auditoria Especializada.

(Art. 6º-A acrescentado pela Resolução SEFAZ nº 85/2019 , vigente a partir de 19.11.2019)

SEÇÃO II

DA ALÍQUOTA

Art. 7º A aplicação das alíquotas previstas nos incisos V-A e VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97 fica condicionada ao cadastramento prévio da pessoa jurídica junto à Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09, onde deverá apresentar requerimento e comprovar que atende as condições legais, cabendo a seu titular decidir quanto ao pedido.

§ 1º O requerimento de que trata o caput será instruído com os seguintes documentos:

I - ato constitutivo, contrato social ou estatuto e ata da Assembleia que elegeu a atual diretoria, cópia e original para conferência ou cópia autenticada;

II - comprovante de inscrição no CNPJ;

III - documento de identificação e CPF do signatário da petição, cópia e original para conferência ou cópia autenticada;

IV - procuração, quando for o caso, com firma reconhecida e com poderes para requerer e atuar junto à Secretaria de Estado de Fazenda;

V - alvará de licença da Prefeitura para o estabelecimento requerente;

VI - comprovante de pagamento da Taxa de Serviços Estaduais.

§ 2º As empresas que requererem a aplicação das alíquotas mencionadas no caput deverão informar à IFE 09 - IPVA os veículos que atendem as condições para recebê-las, e apresentar os seguintes documentos:

I - CRLV, cópia simples;

II - nota fiscal, no caso de veículo novo;

III - comprovante de pagamento da Taxa de Serviços Estaduais, por pedido.

§ 3º Para a análise dos pedidos de que trata este artigo será necessária a verificação da situação cadastral da sociedade empresarial na Receita Federal do Brasil e, no que tange ao veículo, a situação cadastral de cada RENAVAM junto ao órgão estadual de trânsito - DETRAN/RJ, em especial, no que se refere ao correto cadastramento de sua categoria, série, tipo e espécie.

§ 4º Os requerentes residentes ou domiciliados nos municípios do interior do Estado poderão, opcionalmente, apresentar o pedido e os demais documentos mencionados nos § §1º e 2º deste artigo na repartição fiscal de sua circunscrição, que providenciará seu encaminhamento à da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09.

§ 5º Os documentos apresentados devem ser conferidos pelo servidor que recepcionar o pedido e os originais imediatamente devolvidos ao requerente.

§ 6º O disposto no § 5º deste artigo não se aplica ao documento mencionado no item “d” do § 1º deste artigo que, depois de conferido, deverá ser juntado ao processo administrativo.

§ 7º A alíquota prevista nos incisos V-A e VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97 vigorará:

I - em se tratando de veículo novo, no mesmo exercício de sua aquisição, desde que o requerimento seja efetuado no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data da emissão do documento fiscal de aquisição;

II - nas demais hipóteses, para a alíquota prevista no inciso VIII a que se refere o caput deste artigo, a partir do exercício seguinte àquele em que houver sido feito o requerimento;

III - nas demais hipóteses, para a alíquota prevista no inciso V-A a que se refere o caput deste artigo, no momento do reconhecimento da isenção, não cabendo restituição das quantias já pagas.

§ 8º Além de indicar a sua frota por ocasião do pedido de cadastramento de que tratam os parágrafos antecedentes, fica a sociedade empresária obrigada a comunicar à Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09:

I - Na aquisição de veículos novos, no prazo de 90 (noventa) dias, como previsto no inciso I do § 9º do art. 10 da Lei nº 2.877/97;

II - Nas demais aquisições, nas alienações, nas transferências e nas baixas de registro de veículos, no prazo de 30 dias contado da data efetiva do evento.

§ 9º A aplicação das alíquotas previstas nos incisos V-A e VIII do artigo 10 da Lei nº 2.877/97 nos exercícios subsequentes fica condicionada à apresentação da comunicação exigida no § 8º deste artigo.

§ 10. A Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE-09 pesquisará no cadastro da Receita Federal do Brasil informações relativas às empresas já cadastradas como locadoras de veículos em seus sistemas de IPVA, para constatar se os contribuintes do referido imposto continuam com situação cadastral ativa e no exercício da atividade de locação de veículos, excluindo, de ofício, a sociedade e seus veículos, de tal benefício, caso conste situação cadastral diversa da ativa.

§ 11. Não se aplica a alíquota prevista no inciso VIII do artigo 10 da Lei nº 2.877/97 aos veículos cadastrados junto ao DETRO/RJ, observado o disposto nos arts. 95 a 105-A do Decreto nº 3.893/81, e a Portaria DETRO/PRES nº 1015/10.

§ 12. Os veículos beneficiários da alíquota prevista no inciso VIII do artigo 10 da Lei nº 2.877/97 e que sejam comprovadamente utilizados em atividade diversa da de locação, em especial, o constante nos arts. 94 a 105-A, do Decreto Estadual nº 3.893/81, e a Portaria DETRO/PRES nº 1015/2010, serão baixados, de ofício, do cadastrado pelo titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09, sendo cabível o recurso previsto no inciso II do art. 10 desta Resolução.

§ 13. Serão admitidos quaisquer meios probatórios coligidos pela autoridade fiscal competente, para proceder ao ato de ofício descrito no § 12 deste artigo.

§ 14. Para fazer jus à alíquota diferenciada prevista no inciso VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97, o automóvel novo deve ser adquirido:

I - de fornecedores, pessoas jurídicas, inscritas no cadastro de contribuintes do imposto sobre operações de circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (CAD-ICMS) do Estado do Rio de Janeiro, desde que o ICMS devido referente à aquisição do veículo tenha sido destinado ao Estado do Rio de Janeiro, observados os demais requisitos desta resolução;

II - por meio de importação própria, pelos portos deste Estado, para destinatário final localizado no Estado do Rio de Janeiro, observados os demais requisitos desta resolução;

III - por meio de importação terceirizada, seja por encomenda, seja por conta e ordem, pelos portos deste Estado, para destinatário final localizado no Estado do Rio de Janeiro, tendo sido o veículo registrado no cadastro de trânsito do DETRAN-RJ desde o primeiro registro, e desde que o recolhimento do ICMS devido referente à aquisição do veículo tenha sido destinado ao Estado do Rio de Janeiro, observados os demais requisitos desta resolução.

§ 15. A análise do pedido a que se refere o § 1º deste artigo, no caso de automóveis novos cuja emissão da nota fiscal de venda não ultrapasse o prazo de 30 (trinta) dias, deve se restringir à verificação de cada automóvel na propriedade da sociedade empresária, desde que esta já esteja regular e previamente cadastrada para utilização da alíquota prevista no inciso VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97 e não esteja em exigência fiscal em outro processo de concessão do mesmo tipo de benefício.

§ 16. A aplicação da alíquota prevista no inciso VIII do artigo 10 da Lei nº 2.877/97 fica sujeita a posterior verificação da efetiva destinação de cada automóvel à atividade de locação, devendo haver o descadastramento de ofício do veículo e a readequação retroativa da alíquota, além da aplicação das penalidades legais cabíveis em caso de destinação indevida do veículo, bem como quando constatada a inexistência de fato da empresa ou a ocorrência de fraude ou simulação.

§ 17. Compete ao Subsecretário Adjunto de Fiscalização apreciar e decidir, no prazo de 30 (trinta) dias, sobre recursos contra decisão do titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 referente ao pedido de enquadramento na alíquota mencionada no inciso VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97 e ao descadastramento de ofício.

§ 18. As locadoras de automóveis que já usufruem da alíquota estabelecida pelo inciso VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97 deverão efetuar recadastramento junto à IFE 09 - IPVA até 31 de março de 2016, informando a relação de todos os veículos utilizados exclusivamente para locação, sob pena de aplicação da alíquota normal.

Art. 8º A IFE 09 - IPVA informará semestralmente à Subsecretaria Adjunta de Fiscalização relação atualizada das empresas habilitadas para utilização da alíquota de que trata o Inciso VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97.

Art. 9º Cabe à Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 averiguar o atendimento pelo contribuinte dos requisitos previstos no inciso VIII e no § 7º do art. 10 da Lei nº 2.877/97, assim como nos § § 10, 11 e 12 do art. 7º, por ocasião:

I - do pedido de cadastramento ou do de baixa de cadastramento, quando promovido pelo beneficiário;

II - das comunicações a que está obrigado consoante § 8º do artigo anterior;

III - dos eventuais recadastramentos promovidos por esta Sefaz;

IV - da intimação do contribuinte em ações fiscais promovidas por iniciativa daquela inspetoria;

V - de baixa de cadastramentos de ofício promovido pelo titular daquela inspetoria;

VI - de qualquer requerimento do beneficiário dirigido àquela inspetoria especializada.

Parágrafo único - O Auditor Fiscal da Receita Estadual responsável pela execução dos procedimentos previstos no caput deste artigo deverá promover as devidas atualizações do Sistema de Controle do IPVA.

Art. 10. Compete ao Titular da Subsecretaria Adjunta de Fiscalização apreciar e decidir, no prazo de 30 (trinta) dias, sobre recursos contra decisão do titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 referentes:

I - a pedido de cadastramento de pessoa jurídica proprietária de veículos mencionados nos incisos V-A e VIII do art. 10 da Lei nº 2.877/97;

II - a baixa de cadastramento de ofício de que trata o § 12 do art. 7º desta resolução.

SEÇÃO III

DO CÁLCULO DO IMPOSTO

Art. 11. O imposto será calculado mediante a aplicação das alíquotas estabelecidas no artigo 10 da Lei Estadual nº 2.877/97 sobre:

I - o valor total constante do documento fiscal emitido pelo revendedor, no caso de veículo novo;

II - o valor total constante do documento de desembaraço aduaneiro, no caso de veículo importado no exercício;

III - o valor venal constante da tabela publicada anualmente pelo Secretário de Estado de Fazenda, no caso de veículo automotor terrestre usado.

§ 1º A base de cálculo do IPVA é o valor do veículo novo ou importado acrescido do valor do frete e de todos os impostos e taxas incidentes na operação.

§ 2º Nas hipóteses previstas nos incisos I e II do caput deste artigo, a base de cálculo do imposto não poderá ser inferior àquela utilizada pela tabela de que trata o inciso III do caput deste artigo para a fixação do valor do imposto devido por veículo usado de iguais características e ano de fabricação mais recente.

§ 3º Na hipótese prevista no § 3º do art. 8º da Lei nº 2.877/97, será considerada como data de aquisição do veículo a de emissão do último documento fiscal.

§ 4º Para a apuração do valor venal serão levados em conta os preços médios praticados no mercado, aferidos por instituição de pesquisa idônea e reconhecida nacionalmente, podendo ainda ser considerados: peso, potência, capacidade máxima de tração, cilindrada, número de eixos, tipo de combustível e dimensões do veículo, marca, modelo e ano de fabricação, entre outras.

§ 5º Para a determinação da base de cálculo, é irrelevante o estado de conservação do veículo individualmente considerado.

Art. 12. Apurado, a qualquer tempo, que na tabela prevista no inciso III do caput do art. 11 falta valor venal para algum código de marca/modelo ou ano de fabricação de veículo cadastrado no DETRANRJ, caberá à Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 encaminhar, através de processo administrativo próprio, solicitação de publicação à Superintendência de Arrecadação - SUAR, sugerindo, de forma fundamentada, o valor a ser adotado.

Parágrafo único - Fica o Superintendente de Arrecadação autorizado a publicar, através de Portaria, valor venal específico para o código de marca/modelo do veículo que venha a ser o objeto do procedimento mencionado no caput.

Art. 13. Na hipótese de perda total decorrente de sinistro prevista no art. 13 da Lei nº 2.877/97, o contribuinte deverá requerer a baixa do registro do veículo ao Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro - DETRAN/RJ, a fim de que seja calculado o valor do imposto devido.

Parágrafo único - Nos demais eventos previstos pelo caput do artigo 13 da referida lei, advindas a recuperação e a liberação do veículo no mesmo exercício da ocorrência do delito que resultou na privação do direito de propriedade, serão cobrados os duodécimos correspondentes ao período em que estiver na posse do proprietário, acrescido de eventual débito ainda não quitado, observando, no que se refere ao prazo de recolhimento, o disposto no art. 15.

SEÇÃO IV

DOS PRAZOS DE RECOLHIMENTO

Art. 14. O imposto deverá ser pago em cota única ou em 3 (três) parcelas mensais e iguais.

(Caput do Art. 14 alterado pela Resolução SEFAZ nº 354/2018 , vigente a partir de 30.11.2018)

redação(ões) anterior(es) e/ou original  ]

§ 1º Os prazos de recolhimento do IPVA relativo a veículo terrestre usado serão os estabelecidos em resolução publicada anualmente pelo Secretário de Estado de Fazenda.

§ 2º O pagamento do valor integral com o desconto estabelecido em decreto, conforme previsto no § 2º do art. 11 da Lei nº 2.877/1997 será efetuado conforme calendário estabelecido nos termos do § 1º deste artigo.

§ 3º Caso o valor do imposto venha a ser alterado após o pagamento de alguma parcela, o valor remanescente será distribuído nas parcelas ainda não pagas.

§ 4º No caso de veículo automotor terrestre usado que não seja obrigado ao emplacamento pela legislação de trânsito, os prazos de vencimento das cotas integral, 1ª, 2ª e 3ª do IPVA serão os mesmos dos estabelecidos na resolução prevista no § 1º para os de final de placa 9.

Art. 15. O imposto deverá ser recolhido no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data:

I - da aquisição de propriedade, tratando-se de veículo novo;

II - do desembaraço aduaneiro, no caso de veículo importado;

III - da perda da condição de não-incidência, isenção ou utilização de alíquota condicionada ao preenchimento de requisitos;

IV - da respectiva liberação, no caso de veículo roubado ou furtado e posteriormente recuperado.

§ 1º Poderá ser concedido o desconto estabelecido em Decreto, conforme previsto no § 2º do art. 11 da Lei nº 2.877/1997 sobre o valor do imposto devido:

I - nas hipóteses previstas nos incisos I e II do caput deste artigo, desde que o pagamento seja efetuado em cota única dentro do prazo fixado no caput;

II - nas hipóteses previstas nos incisos III e IV deste artigo, somente se o valor do imposto a ser recolhido for igual a 12 (doze) duodécimos e desde que o pagamento seja efetuado em cota única dentro do prazo fixado no caput.

§ 2º Se o vencimento fixado nos termos do inciso IV do caput deste artigo for anterior àquele determinado na resolução a que se refere o § 1º do artigo anterior, prevalecerá este último.

§ 3º Não se aplica o prazo disposto no caput caso seja verificado que o enquadramento nas situações previstas pelo inciso III ou IV ocorreu mediante fraude ou de forma irregular e contrária ao disposto na legislação do IPVA, mantendo-se nesses casos o prazo originário de vencimento do imposto previsto na respectiva resolução anual do IPVA.

Art. 16. O imposto devido no exercício deverá ser integralmente recolhido antes da ocorrência das seguintes hipóteses:

(Caput do Art. 16 alterado pela Resolução SEFAZ nº 198/2018 , vigente a partir de 15.01.2018)

[ redação(ões) anterior(es) e/ou original ]

I - transferência de propriedade de veículo, ainda que a pessoa física ou jurídica adquirente goze de imunidade ou isenção do imposto, quando efetivada após o vencimento da respectiva quota única ou primeira parcela; e

(Inciso I do Art. 16 alterado pela Resolução SEFAZ nº 198/2018 , vigente a partir de 15.01.2018)

redação(ões) anterior(es) e/ou original  ]

II - transferência de veículo para outro Município do Estado ou para outra Unidade da Federação, ainda que para o mesmo proprietário.

(Inciso II do Art. 16 alterado pela Resolução SEFAZ nº 198/2018 , vigente a partir de 15.01.2018)

redação(ões) anterior(es) e/ou original  ]

Parágrafo único - O disposto neste artigo aplica-se, também ao imposto relativo a exercícios anteriores.

SEÇÃO V

DOS ACRÉSCIMOS

Art. 17. O imposto, quando não pago nos prazos estabelecidos, ficará sujeito à atualização, quando cabível, e aos acréscimos moratórios, conforme previstos nos arts. 171 e 173 do Decreto-lei nº 5, de 15 de março de 1975 (Código Tributário Estadual).

Parágrafo único - Quando cabível atualização, os acréscimos moratórios serão calculados sobre o valor atualizado do imposto.

Art. 18. Quando o pagamento for efetuado em parcelas mensais, a contagem dos prazos para cálculo dos juros e multas de mora terá como termo inicial a data de vencimento de cada parcela.

SEÇÃO VI

DA FORMA DE RECOLHIMENTO

Art. 19. O recolhimento do IPVA devido por proprietário de veículo automotor terrestre usado ou novo será efetuado através da Guia para Regularização de Débitos (GRD) conforme o modelo constante do Anexo III da Resolução SEFAZ nº 468/2011.

Parágrafo Único - O documento de que trata o caput deste artigo poderá ser retirado pelo contribuinte na rede mundial de computadores, INTERNET, na página do Banco Bradesco S.A., www.bradesco.com.br, acessível, também, a partir das páginas da SEFAZ, www.fazenda.rj.gov.br..

(Art. 19 alterado pela Resolução SEFAZ nº 198/2018 , vigente a partir de 15.01.2018)

redação(ões) anterior(es) e/ou original  ]

Art. 20. O pagamento poderá ser efetuado em qualquer agência bancária, na forma prevista em resolução publicada pelo Secretário de Estado de Fazenda.

Parágrafo único - O banco liquidará o cheque porventura aceito para pagamento do IPVA.

Art. 21. Independentemente de aviso ou notificação, o proprietário de veículo automotor deve verificar, até a data do vencimento do imposto em cota integral, se a GRD encontra-se regularmente disponibilizada e se os valores constantes da mesma estão em concordância com a legislação em vigor.

§ 1º Na hipótese de o valor do imposto não constar da GRD, ou se estiver em desacordo com a legislação em vigor, o contribuinte deverá requerer a imediata regularização da mesma na Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09, localizada no Município do Rio de Janeiro, ou, opcionalmente, na repartição fiscal de sua circunscrição, no caso de requerente residente ou domiciliado em município do interior do Estado.

§ 2º O requerimento de que trata o § 1º deve ser protocolado até a data de vencimento do imposto em cota integral.

§ 3º Fica a Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 autorizada a atribuir nova data de vencimento nos casos em que, comprovadamente, o proprietário do veículo seja impedido de efetuar o pagamento do IPVA no prazo fixado, em decorrência de erro ou omissão de valor nos sistemas utilizados para a arrecadação do imposto, sendo a falta atribuível aos órgãos estaduais competentes.

§ 4º Atribuída nova data de vencimento, nos termos e condições acima disciplinados, aplicar-se-á, caso cabível, o desconto previsto no § 2º do art. 11 da Lei nº 2.877/1997, considerando-se como data limite para pagamento com desconto o termo fixado como vencimento da primeira parcela.

§ 5º Se a regularização da GRD for requerida após o prazo estipulado no § 2º deste artigo, a Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 poderá efetuar as modificações necessárias no que se refere ao valor do imposto, caso esteja em desacordo com a legislação, não podendo, porém, alterar a data de vencimento.

§ 6º Deverá ser registrado no Sistema de Controle do IPVA a matrícula ou nome de usuário ("login") do Auditor Fiscal da Receita Estadual responsável pela atribuição da nova data de vencimento e o número do processo administrativo referente ao requerimento, se houver.

SEÇÃO VII

DO PROCESSO CONTENCIOSO

Art. 22. O contribuinte que discordar do lançamento ou da cobrança do imposto poderá apresentar impugnação dirigida ao titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09, localizada no Município do Rio de Janeiro, observando o disposto no Decreto nº 2.473, de 6 de março de 1979, em especial o que consta dos seus arts. 11, 12 e 104.

§ 1º O contribuinte residente ou domiciliado em municípios do interior do Estado poderá, opcionalmente, apresentar o pedido de que trata o caput deste artigo na repartição fiscal de sua circunscrição.

§ 2º A impugnação de que trata o caput deste artigo deverá ser apresentada até a data de vencimento do imposto em cota integral, acompanhada dos seguintes documentos:

I - Tratando-se de pessoa jurídica:

a) ato constitutivo, contrato social ou estatuto e ata da assembleia que elegeu a atual diretoria (original ou cópia autenticada);

b) comprovante de inscrição no CNPJ (original e cópia);

c) documento de identificação e CPF do signatário da petição (original ou cópia autenticada);

d) procuração , quando for o caso, com firma reconhecida e com poderes específicos para requerer a revisão de valor do IPVA (original);

e) Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) do veículo cujo imposto está sendo impugnado (original e cópia);

f) GRD com o valor do imposto impugnado;

g) comprovante de pagamento da taxa, se for o caso.

II - Tratando-se de pessoa física:

a) documento de identificação e CPF do signatário da petição (original e cópia);

b) comprovante de residência (original e cópia);

c) procuração, quando for o caso, com firma reconhecida e com poderes específicos para requerer a revisão de valor do IPVA (original);

d) Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) do veículo objeto do pedido (original e cópia);

e) GRD com o valor do imposto impugnado;

f) comprovante do pagamento da taxa, se for o caso.

§ 3º Discordando do valor venal estabelecido na tabela de que trata o inciso III do art. 11 desta Resolução, o impugnante poderá apresentar, em substituição ao pedido de perícia previsto no § 1º do art. 104 do Decreto nº 2.473/79, pelo menos duas tabelas de preços médios praticados no mercado fluminense de veículos automotores usados, elaboradas por empresas especializadas, e publicadas em jornal ou revista com circulação em todo o território do Estado, correspondendo a edições relativas aos meses de novembro e dezembro do exercício em litígio (originais e cópias).

§ 4º Os documentos apresentados devem ser conferidos pelo servidor que recepcionar o pedido e os originais imediatamente devolvidos ao requerente.

§ 5º O disposto no §4º deste artigo não se aplica ao documento mencionado na alínea 'd' do inciso I e na alínea 'c' do inciso II do § 2º deste artigo que, depois de conferido, deverá ser juntado ao processo administrativo.

§ 6º Será negado seguimento à impugnação quando apresentada após o prazo estabelecido no § 2º deste artigo.

§ 7º Compete ao titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 apreciar e julgar pedido de levantamento de perempção, em primeira instância administrativa, nas hipóteses em que a impugnação for apresentada fora dos prazos legais e regulamentares, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 8º da Resolução SEF nº 6.441, de 15 de maio de 2002.

§ 8º Compete privativamente ao titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 julgar, em primeira instância, o litígio tributário de que trata este artigo, no prazo de 30 (trinta) dias contados da data do protocolo do recurso, quando o valor impugnado for igual ou inferior ao equivalente em reais a duas mil UFIR-RJ.

§ 9º A decisão referente ao julgamento de litígio tributário, a que se refere o § 8º deste artigo, deverá conter:

I - o relatório resumido do processo;

II - os fundamentos de fato e de direito;

III - as disposições legais em que se baseia;

IV - a conclusão;

V - o valor do tributo devido e da penalidade imposta, quando for o caso; e

VI - a ordem de intimação.

§ 10 O titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 recorrerá de ofício ao Conselho de Contribuintes sempre que acolher no todo ou em parte a defesa do sujeito passivo.

§ 11 O recurso de ofício tem efeito suspensivo e será interposto mediante simples declaração na própria decisão.

§ 12 Enquanto não apreciado o recurso de ofício, a decisão não produzirá efeito na parte a ele relativa.

§ 13 Compete à Junta de Revisão Fiscal o julgamento, em primeira instância, do litígio tributário quando o valor impugnado for superior ao equivalente em reais a duas mil UFIR-RJ.

§ 14 Das decisões em primeira instância contrárias ao contribuinte, cabe recurso ao Conselho de Contribuintes.

§ 15 Na hipótese de decisão final desfavorável ao contribuinte, este deverá recolher o imposto com acréscimos moratórios devidos, caso o pagamento seja efetuado após a data de vencimento estabelecida no calendário previsto no § 1º do art. 14 desta resolução.

SEÇÃO VIII

DAS DISPOSIÇÔES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 23. Para lançamento do IPVA relativo aos veículos automotores terrestres, a Secretaria de Estado de Fazenda utilizará as informações constantes do Cadastro de Veículos do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro - DETRAN-RJ.

Parágrafo único - Os pedidos de correção, ajustes e alterações de dados cadastrais de veículos automotores terrestres que afetem o valor do IPVA deverão ser apresentados ao DETRAN-RJ.

Art. 24. A partir de 1º de janeiro de 2016, as isenções eventualmente concedidas na forma da redação anterior do inciso V do art. 5º da Lei nº 2.877/97 deixarão de ser reconhecidas para os veículos de propriedade de pessoa portadora de deficiência, ou dos que tenham posse em razão de contrato de arrendamento mercantil, cujos valores ultrapassem o limite previsto no art. 2º da Resolução SEFAZ nº 953, de 18 de dezembro de 2015.

Art. 25. As empresas de locação que já se encontram cadastradas para usufruir o beneficio da alíquota de 0,5% deverão apresentar pedido de recadastramento até 31 de janeiro de 2016, sob pena de ser efetuada, de ofício, a baixa do cadastramento existente.

§ 1º O pedido de que trata o caput deste artigo observará o mesmo procedimento previsto no art. 7º desta Resolução.

§ 2º No caso da baixa de cadastramento de ofício referente ao caput deste artigo, cabe ao Inspetor providenciar sua ciência por meio de edital, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), no qual a pessoa jurídica será identificada pelo seu número de inscrição no CNPJ e respectiva razão social.

§ 3º Compete ao titular da Subsecretaria Adjunta de Fiscalização apreciar e decidir sobre recursos contra decisão do titular da Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09 referente à baixa de cadastramento de que trata o caput deste artigo.

Art. 26. Nos casos de cessação de isenção por transferência de propriedade, o imposto, em duodécimos, correspondente ao período que faltar para o encerramento do exercício deverá ser pago no prazo de trinta dias contados da data da efetiva troca de propriedade.

Art. 27. Fica condicionada a concessão de isenção do IPVA ao contribuinte que não possua débitos de IPVA em seu próprio nome, inscritos ou não em dívida ativa, salvo se a exigibilidade estiver suspensa.

Art. 28. A autoridade fiscal competente poderá exigir outros documentos que julgar necessário para aferir a veracidade e a consistência das informações prestadas pelo requerente ou sempre que houver alguma dúvida quanto ao lançamento do tributo.

Art. 29. Os formulários de isenção ou reconhecimento de não incidência de IPVA e com a respectiva documentação necessária estão disponíveis no site www.fazenda.rj.gov.br.

Art. 30. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a contar de 01 de janeiro de 2016.

Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2016

JULIO CESAR CARMO BUENO
Secretaria de Estado de Fazenda

 

Locais do Estado do Rio de Janeiro
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